Nutrição Clínica

O perigo dos metais tóxicos

01 nov, 2015 Laís Murta
metais tóxicos
Atualmente somos expostos a uma infinita diversidade de substâncias tóxicas, que estão presentes na poluição do ar, na poluição da água, em cosméticos, no cigarro, em alimentos industrializados, entre outros. Os metais tóxicos compõe boa parte das toxinas que entram pelo nosso organismo e cumulativamente, podem gerar muitos problemas.
Metais tóxicos são aqueles que nosso organismo não necessita para o seu bom funcionamento e que, quando presentes no organismo mesmo em pequenas quantidades, geram desequilíbrios podendo evoluir para o surgimento de doenças. Eles podem atrapalhar a assimilação de outros metais essenciais como ferro, iodo, selênio, cobre; podem prejudicar as reações de geração de energia celular, depositam-se nos tecidos, levando ao desenvolvimento de doenças degenerativas, entre outros problemas.
Vamos agora conhecer alguns dos principais metais tóxicos que estão mais presentes em nossa população e seus efeitos:
Alumínio: presente em uma diversidade de itens do dia-a-dia, desde desodorantes, perfumes, panelas, utensílios de cozinha e até na água que bebemos (o tratamento de água usa sulfato de alumínio em um de seus processos) e uso de antiácidos, o alumínio interfere na formação dos hormônios da tireóide, podendo levar ao hipotireoidismo; também deposita-se no sistema nervoso, sendo uma das causas do surgimento de doenças neurológicas e até mesmo Alzheimer.
Arsênico: encontrado em pesticidas, combustíveis e outros derivados do petróleo, o arsênico interfere nos processos de “respiração celular” e atrapalha a ação de diversas enzimas que agem na geração de energia, uma vez que atrapalha a incorporação de fósforo, mineral essencial que atua nestas vias.
Mercúrio: Talvez a principal fonte de contaminação de mercúrio hoje seja através de peixes e frutos do mar, uma vez que o mares estão cada vez mais contaminados. Além disso, também encontra-se mercúrio em obturações dentárias, fungicidas, herbicidas, tintas e vernizes. O mercúrio fica acumulado principalmente nos rins e também nos ossos, fígados, baço, cérebro e tecido adiposo. O que não é eliminado pelo organismo, atrapalha a síntese de proteínas e tem ação nociva no sistema nervoso central, aumentando a liberação de diversos neurotransmissores. Foi constatado ainda que existe uma forte ligação dessa substância nos quadros de esclerose múltipla.
Chumbo: encontrado em tintas e solventes, tintas para cabelo, água contaminada e através de contaminação por materiais radiológicos. Considerado uma neurotoxina, o chumbo atinge todos os tecidos nobres do organismo e promove o deslocamento de minerais essenciais para o seu bom funcionamento, tais como cálcio, ferro, cobre e zinco. Além disso, bloqueia e inativa enzimas e aumenta a permeabilidade da membrana celular. Em doses grandes de contaminação, pode afetar seriamente o Sistema Nervoso Central, causar lesões no fígado, rins e órgãos reprodutores e na região gastrintestinal.
A detecção de contaminação por metais tóxicos pode ser feita através de exames de sangue, urina e através da análise do fio de cabelo. Quanto mais precoce for a sua detecção e tratamento, maiores são as chances de se reverter os problemas, que muitas vezes podem se tornar permanentes e irreversíveis.
O tratamento contra metais tóxicos consiste, em primeiro lugar, em descobrir e retirar a fonte de exposição ao metal. Então, através de suplementos e uma alimentação detoxificante, estimula-se redução da absorção intestinal e a sua eliminação pelo organismo. Nutrientes essências que competem e reduzem a biodisponibilidade dos meatis metais tóxicos podem são administrados, além de antioxidantes e outros compostos bioativos com ação quelante e detoxificante. Também podem ser usados fitoterápicos específicos com ação protetora dos órgãos vitais, que costuma ser os mais afetados. Visto os malefícios que os metais tóxicos causam e o “trabalho” para sua eliminação, vale a pena tomar um cuidado especial para evitar fontes de exposição. Quanto mais natural o estilo de vida, melhor! Com relação a alimentação, seguem algumas dicas valiosas:
  • Evite usar panelas e utensílios de alumínio; prefira de inox, ferro ou vidro;
  • Prefira consumir peixes pequenos, de início de cadeia alimentar como sardinha, pescada, arenque. Os peixes maiores, predadores do mar, possuem maior quantidade de metais tóxicos;
  • Consuma alimentos orgânicos, sem pesticidas;
  • Beba água mineral, jamais a de torneira;
  • Procure por cosméticos naturais, que não usem fixadores e conservadores;
  • Use água mineral para cozinhar;
  • Chocolate (cacau) e linhaça são grandes fontes de chumbo. Prefira suas versões orgânicas;
  • Evite alimentos industrializados.
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